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Professora de Matemática do Estado do RJ e do Município do Rio de Janeiro; tutora presencial do CEDERJ; pós-graduanda em Planejamento, Gestão e Implementação da EaD pela UFF.

domingo, 22 de agosto de 2010

Meu primeiro artigo!

Boa noite!

Tive uns dias complicados, mas hoje estou aqui para trazer uma boa notícia: meu primeiro artigo foi publicado!

Em 2008 quando participei da 60ª Reunião Anual da SBPC na Unicamp eu conheci o editor do Jornal Mundo Jovem e ele pegou meus telefones e e-mail e disse que entraria em contato caso surgisse alguma matéria envolvendo Matemática. Eu nem lembrava mais disso e não esperava que 2 anos depois eles ainda teriam meus dados guardados. Então, quando menos se espera eis que surge a oportunidade!
Em junho deste ano o Jornal me convidou para escrever um artigo sobre Etnomatemática! Fiquei feliz com o convite, mas quis recusar por não ser a minha área de pesquisa. Escrever sobre algo novo demanda tempo e dedicação, duas coisas que eu não sabia se ia conseguir ter naquele período. Conversei com alguns amigos e todos me incentivaram a aceitar o desafio e como eu comecei este ano de 2010 dizendo que diria mais SIM para as oportunidades eu decidi aceitar. Foi difícil parar para estudar sobre o assunto, mas foi uma experiência válida. Aproveito para agradecer ao magnus, meu guru da língua portuguesa, que ficou horas me ajudando pelo msn e por e-mail a deixar o texto mais bonitinho.
O artigo foi publicado na edição de Setembro, quem quiser conhecer mais do jornal clique aqui .

Quando recebi o jornal em casa fiquei contente, mas meu coração ficou apertadinho também. Sabe quando algo bom acontece e você não consegue ficar 100% feliz como gostaria? Eu me sinto assim por achar que meu trabalho não ficou tão bom quanto deveria e sei que existem 300 pessoas mais capacitadas que poderiam ter feito melhor. Sei que foi meu primeiro trabalho e que isso deve ser levado em consideração, mas toda vez que leio tenho vontade de mudar tudo! :(

Com tudo isso acho que o saldo dessa história é positivo, afinal eu estudei, escrevi e publiquei. Não estou 100% satisfeita, mas sei que isso pode ser o pontapé inicial para oportunidades de escrever na minha área de pesquisa atual que é EaD - Educação à distância. E que venham outros convites!

--

Fiquei ausente do blog umas semanas porque tive uma crise horrível de sinusite e isso atrasou toda minha vida. Eu estava colocando meu trabalho em dia e hoje finalmente pude sentar aqui com calma e escrever.

--

Sobre a postagem da música do post anterior: eu NÃO estou apaixonada! rs... Bem que eu queria!
Eu só gosto muito do trabalho do Jamie e também sou uma romântica assumida. Mesmo não tendo a quem dedicar meu amor...

--

Um super beijO*
Viviane

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Moda: Ouse e seja feliz!

Hoje em dia quando o assunto é moda o que vale é a criatividade, eu mesma adoro misturar cores e usar acessórios diferentes. Ontem eu passei no shopping e fiquei encantada com um par de brincos de zíper (que minha mãe quando viu me chamou de louca e quando eu disse o preço quis me matar), não resisti e comprei. Veja aí a foto:

Talvez você esteja duvidando da minha sanidade mental neste momento, mas eu sinceramente achei bonitinho, adoro coisas diferentes! (minha mãe ainda aposta que eu não terei coragem de usar).

Outra coisa que está super in é meia-calça, seja colorida, com estampa, textura diferenciada, com saia, short ou vestido. Eu acho lindo e decidi comprar, apostei no pretinho básico por ser a primeira vez, mas com um desejo enorme de ter ficado com a xadrez roxinha (que era fofa!). Chegando em casa tive a grande decepção, ficou horrível! Eu sou gorda e achei que isso não seria problema, pois vejo tantas gordinhas por aí usando, mas minha perna ficou parecendo uma coxinha de galinha esmagada. Resultado: vendi a meia-calça no mesmo dia que comprei. E o incrível é ver como as pessoas mentem, principalmente se forem da sua família, porque mesmo olhando a coxa de galinha esmagada tiveram a cara-de-pau de dizer que estava bonito.

Enfim... estou falando disso porque fiquei boba com uma foto da Beth Ditto (vocalista da banda de indie rock The Gossip) que saiu na Gloss deste mês. Eu gosto da atitude e da personalidade dela, adoro ALGUMAS de suas combinações e acho que ela tem todo o direito de usar o que quiser. Ela é gorda e nem por isso deixa de usar o que gosta. Na tal foto ela está com uma meia-calça rosa (com coxas de galinha esmagada!) e camisetão (que eu amei) e a Gloss adorou o visu da moça!
Resumindo:
  • Beth Ditto com meia-calça que deixa suas coxas parecendo de galinha esmagada: in!
  • Viviane Freitas com meia-calça que deixa suas coxas parecendo de galinha esmagada: HAHAHAHAHA, nem tente sair de casa ou será alvo de piadinhas pelo bairro.

Só não vou usar porque realmente não me senti à vontade, porque estar na moda é antes de tudo se sentir bem, eu não importo com as piadinhas, uso o que eu quero e pronto! Só quis destacar que algumas pessoas são tão alienadas pela mídia que se a Ivete Sangalo pendurar uma melancia no pescoço irão amar e aplaudir de pé, mas se a vizinha fizer o mesmo será encaminhada para o manicômio. Dois pesos e duas medidas.

Sobre moda, na minha opinião, só tem uma lei: Ouse e seja feliz! (e o resto que se dane).

Um beijo e um abraço!


*Pode parar de rir do meu brinco.
*Este é o clássico post "tô sem assunto e não quero deixar de postar". Estou preparando um texto sobre os livros que andei lendo e postarei aqui.
*O blog não é específico sobre algum assunto, então volta e meia surgirão coisas desse tipo de hoje.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

O que você salvaria?

Sábado assisti um filme chamado "Casa comigo?" (sim, comédia romântica, filme de mulherzinha, mimimi e blábláblá, mas eu gosto, ok?) e uma pergunta me deixou pensativa:

"Se sua casa estivesse pegando fogo e você só tivesse 60 segundos, o que você salvaria?"

Pode parecer bobo, mas as respostas que mais ouvi para a pergunta foram de coisas com alto valor material, o que também faz sentido. Mas será que é apenas isso? Será que não temos nada cuja lembrança valha mais do que o dinheiro? Confesso que fiquei pensando por muito tempo até decidir o que responderia. Pensei em salvar alguns livros, porém não daria tempo de salvar todos e não tenho nenhum que seja assim tão especial. Também pensei que poderia salvar meu computador, só que eu estaria apenas pensando no material já que praticamente tudo que tenho nele eu posso conseguir novamente, pois sempre faço back-up. Então me lembrei de algo que há muito tempo eu nem chegava perto e sabia que tinha que ser aquilo.

Eu sou muito sentimental, adoro demonstrar e receber carinho, sempre que posso estou tentando surpreender as pessoas que gosto e algumas vezes eu recebi isso de volta também. Tenho uma caixinha onde guardo as minhas lembranças mais especiais, lá dentro tem cartões que recebi, fotos, presentinhos fofos, cartas que nunca tive coragem de enviar, cartas que recebi de amigos queridos (eu adoro escrever cartas, as pessoas deveriam deixar o e-mail um pouco de lado e investir nisso, cartas são quentes e mostram um cuidado especial), papel de carta, bilhetinhos de conversa em sala de aula e tantas outras coisinhas! Uau... eu amo minha caixinha e tinha esquecido disso!Fico um tempo sem querer chegar perto dela por mexer demais comigo, me faz voltar no tempo e lembrar não só de coisas boas, algumas lembranças imediatamente fazem lágrimas brotarem nos olhos e dói. É difícil pensar que algumas coisas boas perdemos por culpa de nossas atitudes erradas, por causa do medo de expor nossos sentimentos. Mas, mesmo com tudo isso, eu prefiro salvar a minha caixinha de lembranças. Parte da minha história está contada ali dentro e de tudo sempre fica algum aprendizado, sou o que sou hoje porque passei por cada situação ali lembrada.
A minha caixinha ainda tem espaço para muitas lembranças e eu desejo sempre ter algo mais para acrescentar, desejo sempre conhecer pessoas que fiquem eternizadas em minha vida e quero viver momentos que mereçam uma foto registrada no meu cantinho especial.

E você, o que salvaria?

Um beijo doce para todos!

*A caixinha da foto não é a minha, achei essa na internet e coloquei só para ilustrar.
*O filme que citei passa quase todo na Irlanda, o lugar que mais amo! Então vale a pena ver nem que seja apenas para admirar as paisagens.
*Eu já dei a dica, adoro cartas, podem mandar! :P

domingo, 8 de agosto de 2010

1 iPad ou 100 livros?


Promoção no Skoob, pessoal!

Taí uma ótima oportunidade de ter o tão sonhado iPad ou encher sua biblioteca com 100 livros novinhos com aquele cheirinho bom. Para participar basta ser membro do Skoob. Quer mais cupons para ter mais chances de ganhar? Convide seus amigos!
O que eu escolhi?
100 livros!
Adoro tecnologia, quero ter um iPad sim, mas ganhar 100 livros de uma só vez seria um sonho. Além disso o iPad seria uma opção muito egoísta já que só eu usaria. Rechear minha biblioteca significa que muitos outros terão oportunidade de ler também, pois eu vivo emprestando meus livros queridos.
Comprar um livro, ler uma só vez e depois aposentá-lo é um crime! Deveria ter alguma lei sobre isso.

Bom domingo e feliz dia dos pais ;)
BeijO*

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Livro: Férias!

"Férias trata-se de uma autobiografia da famosa autora irlandesa Marian Keyes. A história é narrada por Rachel, uma mulher viciada em cocaína e álcool que acaba de perder o namorado e infelizmente quase perde a vida por causa do consumo de drogas. Conseqüentemente, ela começa a se destruir aos poucos. Em seguida, depois de quase morrer de uma overdose de antidepressivos, toma uma decisão séria e resolve abandonar a glamourosa cidade de Nova Iorque e volta para a casa de sua família na Irlanda do Sul. Chegando lá, interna-se numa clínica a fim de se livrar de uma vez por todas de seu vício e, aos poucos, tenta reconquistar o namorado e reconstruir a vida. Com muito bom humor, a narradora Rachel caçoa de seus próprios problemas, percebe que chegou ao fundo do poço, junta forças para tomar uma decisão e consegue dar a volta por cima. Por fim, Rachel recobra sua auto-estima e encontra a redenção pessoal justamente como ocorreu com Marian Keyes. " (Submarino)

Finalmente terminei de ler o Férias, acho que nunca demorei tanto pra ler um livro de um tema que gosto tanto. Achei o comecinho muito chato e li com aquele sentimento de obrigação, mas eu tinha esperança de que o livro melhorasse porque a Marian Keyes é tão badalada e blá blá blá. Ah, e o primeiro livro dela que li, o Melancia, é muito bom, o Férias não poderia ser assim tão diferente.
Pensei em desistir, mas um detalhe chamado Luke me fez continuar... que homem! Ele dá todo charme ao livro, como a Rachel costumava chamá-lo é de fato “Um Homem de Verdade”. Mesmo com as bebedeiras e loucuras da namorada ele estava ali, tentando ajudar, sendo cavalheiro, cuidando. E ela para retribuir se drogava cada dia mais. Não podia acontecer nada além do esperado já que ela não queria ajuda. Um belo dia, ela se drogou tanto que quase se matou, foi levada de Nova York para a Irlanda (ahhh, amo!) para se internar num centro de reabilitação, o Claustro, e é claro, perdeu o Luke.
O início mostra uma Rachel muito arrogante, se achando a dona da verdade, iludida pensando que não tinha vício algum e achando que as pessoas estavam todas contra ela. Sei que o processo de aceitação do vício é complicado, é demorado e para ela deve ter sido dolorido, mas esse lenga-lenga inicial é bem chatinho.
Quando ela passa a perceber suas burrices e dar valor ao que o Centro de Reabilitação, que ela chama de hospício, pode oferecer a história muda totalmente. Eu sou fã de Psicologia e seus afins, acredito muito que pode ajudar. E é interessante ver os viciados participando das sessões de Psicoterapia em grupo. Nós temos uma mania horrível que julgar pelas aparências (e não me venha dizer que você não tem), achamos que a pessoa bonita e bem arrumada é sempre uma exemplo de ser humano, mas que nada! Somos todos iguais mesmo. Nas sessões ela percebeu que por trás de muitas máscaras existiam vidas sofridas, destruídas pelos vícios e cheias de podres. Não devemos julgar, é difícil, porém podemos tentar. Não julgar aquele assassino cruel por mais terrível que ela seja, afinal somos iguais a ele também e não sabemos o que o levou a agir assim. Fiquei até com vontade de fazer Psicoterapia, acho que preciso também ;)
A partir daí eu passei a simpatizar mais com a Rachel. Nas sessões de grupo ela se mostrou traumatizada por vários fatos de sua infância, não que isso justifique, mas ajuda a compreender muitas de suas neuroses. Ela foi o tempo todo chamada de burra, feia, nunca se destacava e tudo isso contribuiu para que sua auto-estima praticamente não existisse.
O período de internação foi difícil e a sua volta ao “mundo exterior” foi ainda mais. Mas Rachel encontrou amigos de verdade nas reuniões dos Narcóticos Anônimos que foram fundamentais na sua recuperação. Não vou entrar em detalhes, mas posso garantir que o final é muito bom.
Se eu me arrastei para ler o início do livro posso dizer que voei para terminar, depois da metade eu praticamente comi a história de tão boa que ficou.
Ah, Luke... quero um pra mim! :P
Quem quiser saber mais vai ter que ler, não vou entrar em mais detalhes do que já entrei, rs.
Os fãs da autora consideram este o melhor dos livros dela, eu gostei mais do Melancia mesmo. Férias é um livro muito real e humano, mas por contar a história de vida da própria Marian Keyes ele pode não encantar tanto aos leitores que gostam mais de fantasia e grandes romances.

Aos que se aventurarem: Boa leitura!

Ah, eu comprei o meu nas Lojas Americanas por R$ 12,99 naquela versão pocket da BestBolso. Passei ontem na loja e vi que ainda tem. Bom e barato ;)

Um beijo e um queijo pr’ocês!
=**

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Filme: O Amor Acontece

"Burke Ryan (Aaron Eckhart) é um escritor viúvo, autor de um livro sobre como lidar com as perdas. Seu trabalho logo se torna um best seller, o que o torna uma espécie de guru da auto-ajuda. Em uma viagem a negócios para Seattle, ele conhece Eloise Chandler (Jennifer Aniston) e por ela se apaixona. Só que, ao assistir o seminário de Burke, ela percebe que na verdade ele ainda não conseguiu superar a morte da esposa."
Fonte: Adoro Cinema

O Amor Acontece está longe de ser um romance tradicional, sendo bem sincera eu fiquei um pouco deprimida depois de assistir. Não sei se foi a minha hipersensibilidade nesse fim de semana que passou, mas a história daquele homem que não tinha superado a morte da sua mulher mexeu comigo.
Além de falar sobre morte que sempre é um assunto muito delicado, o filme mostra como é difícil recomeçar a vida amorosa depois do fim de um grande amor. E no caso do Burke foi ainda pior, não foi apenas um relacionamento fracassado, foi um romance interrompido. A tentativa de superar ajudando outras pessoas é nobre, mas ele fugiu dos próprios problemas, pensou que se não estivesse em contato com coisas que lembrassem à esposa poderia esquecer.
Pobre homem...
Ele poderia estar em outro planeta, mas as maiores lembranças nós carregamos dentro de nós e disso não podemos fugir. A morte de uma pessoa querida é um tiro na alma, uma dor que não cabe em palavras. A sensação de vazio é inevitável.
Por mais que Burke achasse que tinha superado e tentasse viver, ele não se permitia viver e conhecer um novo amor.
Mas quando se espera... O amor acontece!
É engraçado ver aquele homem sem prática tentando manter uma conversa no primeiro encontro e é lindo vê-lo perceber que pode ser feliz com outra pessoa. Ah, tenho que comentar, a forma como ele abordar a Eloise é encantadora. Adoro pessoas originais! Ponto pra ele!
De uma maneira geral posso dizer que é um bom filme, apesar de não empolgar muito os detalhes fazem a história ficar interessante. Mas não assista como grandes expectativas, o grande charme é a simplicidade desse novo amor e a forma como mostra a capacidade de superação que todos temos dentro de nós.

Aos que se aventurarem: bom filme!
Um beijo e um queijo ;)

Ah! E devo dizer que o cabelo da Jennifer Aniston continua maravilhoso! E minha mãe disse que parece com o meu, haha, coisas de mãe. :P

sábado, 3 de julho de 2010

E o Hexa...

Atire a primeira pedra no Dunga aquele que nunca insistiu em algo que sabia que ia dar errado apenas por orgulho, teimosia, medo de arriscar ou simples tentativa de parecer coerente!

terça-feira, 29 de junho de 2010

Apareceu a margarida!

Hoje eu senti uma saudade aqui do meu cantinho, tive que aparecer para dar um 'oi' ao meu mundinho rosa.
Quase 5 meses que eu não posto aqui! Uau... parece muito tempo, mas para ser bem sincera eu nem notei que o tempo passou tão rápido. A vida está passando rápido demais. E o que estou fazendo? O que tem ficado de bom? É por isso que sempre dizem para aproveitarmos ao máximo os pequenos momentos de alegria... não quero chegar ao fim da vida e me arrepender por ter vivido tão pouco.
Chega de entrar em outro assunto, rs.
Além da minha estar frenética, acho que o problema maior é o meu computador lerdo, não tenho mais paciência com ele e isso me desmotiva a escrever aqui no blog. Estou juntando para comprar um novo, falta pouco \o/
Novidades?
Hmmmm... Um relacionamento fracassado, uma paixão ainda mais avassaladora por livros, uma paixão repentina por vampiros (rs) e uma vontade enorme de viver!
Não vou prometer que voltarei a postar aqui porque não sei se o meu pc novo vai rolar este mês, mas vontade não me falta e eu tenho planos para o blog que pretendo colocar logo em prática.

Aos blogs amigos que eu sigo, desculpe por ser uma leitora tão ausente, eu vou recompensar ;)

Um beijo para cada um de vocês =**
Viviane

P.S.: Amanhã vou ver Eclipse! *Pré-estreiaaaa*


segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Ausência

Meia-noite.
O relógio não tem pena de mim, me castiga com as doze badaladas certeiras. Olho em volta e me vejo sozinha na imensidão do meu mundinho, faz frio, meu corpo treme e mesmo assim eu não consigo reagir. Só consigo ficar olhando fixamente esse relógio maldito que não tem pena da minha dor.
O tempo não para.
O tempo não para.
A vida continua e eu não consigo sair do buraco que a sua ausência me jogou. Sem força, sem ânimo, sem vida. Sou um nada. Sou apenas um corpo trêmulo à espera daquele que não volta mais.
Meus olhos te buscam por toda parte deste quarto vazio. Meus olhos sabem onde te encontrar. Sua presença ainda é muito viva aqui, é uma droga para o resto de vida que há em mim. E minha mente louca te acha justamente nas páginas daquele livro velho que você deixou aqui.
Sua energia me atrai, me chama como um ímã para pegar aquele livro, para folhear aquelas páginas que ainda têm as marcas de suas doces mãos. Um simples objeto que foi seu é capaz de me fazer mover. E pego aquele pedaço seu que ficou largado no canto do que um dia foi nosso quarto.
E eu estremeço só de flutuar meus dedos sobre aquela capa antiga. É você. Posso sentir. É você. Que vontade de louca de te amar de novo. Uma simples recordação sua faz meu vazio se preencher por breves momentos de paixão, prazer, excitação e loucura.
É impossível não te sentir ao abrir este livro de páginas amareladas. O cheiro do mofo nem é notado diante do inebriante perfume das suas mãos que ele exala. Inevitavelmente fecho meus olhos e é como se eu te ouvisse narrando aquela que é sua história preferida, a que você leu para mim no nosso primeiro encontro, a que você disse ser a nossa história. Sua voz macia e rouca invade meus ouvidos e minha boca se abre à procura dos seus beijos. Minhas mãos te buscam por toda parte, meu corpo te chama, minha alma anseia você. Minha respiração fica ofegante desejando o calor do seu corpo me envolvendo, me possuindo, me fazendo sua.
Não quero mais abrir os olhos, quero ficar aqui com você pra sempre. É tão bom te sentir mesmo que num devaneio louco de saudade. Não vou abrir os olhos. Quero morrer aqui com você, com suas mãos acariciando meu rosto, com sua voz recitando aquele verso baixinho em meu ouvido.
Mas as lágrimas não me permitem continuar a ter você.
Involuntariamente meus olhos se abrem e eu me pego aqui sozinha, largada, num quarto vazio e gelado, apenas com aquele livro velho em minhas mãos, apenas com o que resta da nossa história.

domingo, 22 de agosto de 2010

Meu primeiro artigo!

Boa noite!

Tive uns dias complicados, mas hoje estou aqui para trazer uma boa notícia: meu primeiro artigo foi publicado!

Em 2008 quando participei da 60ª Reunião Anual da SBPC na Unicamp eu conheci o editor do Jornal Mundo Jovem e ele pegou meus telefones e e-mail e disse que entraria em contato caso surgisse alguma matéria envolvendo Matemática. Eu nem lembrava mais disso e não esperava que 2 anos depois eles ainda teriam meus dados guardados. Então, quando menos se espera eis que surge a oportunidade!
Em junho deste ano o Jornal me convidou para escrever um artigo sobre Etnomatemática! Fiquei feliz com o convite, mas quis recusar por não ser a minha área de pesquisa. Escrever sobre algo novo demanda tempo e dedicação, duas coisas que eu não sabia se ia conseguir ter naquele período. Conversei com alguns amigos e todos me incentivaram a aceitar o desafio e como eu comecei este ano de 2010 dizendo que diria mais SIM para as oportunidades eu decidi aceitar. Foi difícil parar para estudar sobre o assunto, mas foi uma experiência válida. Aproveito para agradecer ao magnus, meu guru da língua portuguesa, que ficou horas me ajudando pelo msn e por e-mail a deixar o texto mais bonitinho.
O artigo foi publicado na edição de Setembro, quem quiser conhecer mais do jornal clique aqui .

Quando recebi o jornal em casa fiquei contente, mas meu coração ficou apertadinho também. Sabe quando algo bom acontece e você não consegue ficar 100% feliz como gostaria? Eu me sinto assim por achar que meu trabalho não ficou tão bom quanto deveria e sei que existem 300 pessoas mais capacitadas que poderiam ter feito melhor. Sei que foi meu primeiro trabalho e que isso deve ser levado em consideração, mas toda vez que leio tenho vontade de mudar tudo! :(

Com tudo isso acho que o saldo dessa história é positivo, afinal eu estudei, escrevi e publiquei. Não estou 100% satisfeita, mas sei que isso pode ser o pontapé inicial para oportunidades de escrever na minha área de pesquisa atual que é EaD - Educação à distância. E que venham outros convites!

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Fiquei ausente do blog umas semanas porque tive uma crise horrível de sinusite e isso atrasou toda minha vida. Eu estava colocando meu trabalho em dia e hoje finalmente pude sentar aqui com calma e escrever.

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Sobre a postagem da música do post anterior: eu NÃO estou apaixonada! rs... Bem que eu queria!
Eu só gosto muito do trabalho do Jamie e também sou uma romântica assumida. Mesmo não tendo a quem dedicar meu amor...

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Um super beijO*
Viviane

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Uma bela canção

Jamie Cullum - What A Difference A Day Made


Porque o Jamie é meu baixinho favorito!

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Moda: Ouse e seja feliz!

Hoje em dia quando o assunto é moda o que vale é a criatividade, eu mesma adoro misturar cores e usar acessórios diferentes. Ontem eu passei no shopping e fiquei encantada com um par de brincos de zíper (que minha mãe quando viu me chamou de louca e quando eu disse o preço quis me matar), não resisti e comprei. Veja aí a foto:

Talvez você esteja duvidando da minha sanidade mental neste momento, mas eu sinceramente achei bonitinho, adoro coisas diferentes! (minha mãe ainda aposta que eu não terei coragem de usar).

Outra coisa que está super in é meia-calça, seja colorida, com estampa, textura diferenciada, com saia, short ou vestido. Eu acho lindo e decidi comprar, apostei no pretinho básico por ser a primeira vez, mas com um desejo enorme de ter ficado com a xadrez roxinha (que era fofa!). Chegando em casa tive a grande decepção, ficou horrível! Eu sou gorda e achei que isso não seria problema, pois vejo tantas gordinhas por aí usando, mas minha perna ficou parecendo uma coxinha de galinha esmagada. Resultado: vendi a meia-calça no mesmo dia que comprei. E o incrível é ver como as pessoas mentem, principalmente se forem da sua família, porque mesmo olhando a coxa de galinha esmagada tiveram a cara-de-pau de dizer que estava bonito.

Enfim... estou falando disso porque fiquei boba com uma foto da Beth Ditto (vocalista da banda de indie rock The Gossip) que saiu na Gloss deste mês. Eu gosto da atitude e da personalidade dela, adoro ALGUMAS de suas combinações e acho que ela tem todo o direito de usar o que quiser. Ela é gorda e nem por isso deixa de usar o que gosta. Na tal foto ela está com uma meia-calça rosa (com coxas de galinha esmagada!) e camisetão (que eu amei) e a Gloss adorou o visu da moça!
Resumindo:
  • Beth Ditto com meia-calça que deixa suas coxas parecendo de galinha esmagada: in!
  • Viviane Freitas com meia-calça que deixa suas coxas parecendo de galinha esmagada: HAHAHAHAHA, nem tente sair de casa ou será alvo de piadinhas pelo bairro.

Só não vou usar porque realmente não me senti à vontade, porque estar na moda é antes de tudo se sentir bem, eu não importo com as piadinhas, uso o que eu quero e pronto! Só quis destacar que algumas pessoas são tão alienadas pela mídia que se a Ivete Sangalo pendurar uma melancia no pescoço irão amar e aplaudir de pé, mas se a vizinha fizer o mesmo será encaminhada para o manicômio. Dois pesos e duas medidas.

Sobre moda, na minha opinião, só tem uma lei: Ouse e seja feliz! (e o resto que se dane).

Um beijo e um abraço!


*Pode parar de rir do meu brinco.
*Este é o clássico post "tô sem assunto e não quero deixar de postar". Estou preparando um texto sobre os livros que andei lendo e postarei aqui.
*O blog não é específico sobre algum assunto, então volta e meia surgirão coisas desse tipo de hoje.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

O que você salvaria?

Sábado assisti um filme chamado "Casa comigo?" (sim, comédia romântica, filme de mulherzinha, mimimi e blábláblá, mas eu gosto, ok?) e uma pergunta me deixou pensativa:

"Se sua casa estivesse pegando fogo e você só tivesse 60 segundos, o que você salvaria?"

Pode parecer bobo, mas as respostas que mais ouvi para a pergunta foram de coisas com alto valor material, o que também faz sentido. Mas será que é apenas isso? Será que não temos nada cuja lembrança valha mais do que o dinheiro? Confesso que fiquei pensando por muito tempo até decidir o que responderia. Pensei em salvar alguns livros, porém não daria tempo de salvar todos e não tenho nenhum que seja assim tão especial. Também pensei que poderia salvar meu computador, só que eu estaria apenas pensando no material já que praticamente tudo que tenho nele eu posso conseguir novamente, pois sempre faço back-up. Então me lembrei de algo que há muito tempo eu nem chegava perto e sabia que tinha que ser aquilo.

Eu sou muito sentimental, adoro demonstrar e receber carinho, sempre que posso estou tentando surpreender as pessoas que gosto e algumas vezes eu recebi isso de volta também. Tenho uma caixinha onde guardo as minhas lembranças mais especiais, lá dentro tem cartões que recebi, fotos, presentinhos fofos, cartas que nunca tive coragem de enviar, cartas que recebi de amigos queridos (eu adoro escrever cartas, as pessoas deveriam deixar o e-mail um pouco de lado e investir nisso, cartas são quentes e mostram um cuidado especial), papel de carta, bilhetinhos de conversa em sala de aula e tantas outras coisinhas! Uau... eu amo minha caixinha e tinha esquecido disso!Fico um tempo sem querer chegar perto dela por mexer demais comigo, me faz voltar no tempo e lembrar não só de coisas boas, algumas lembranças imediatamente fazem lágrimas brotarem nos olhos e dói. É difícil pensar que algumas coisas boas perdemos por culpa de nossas atitudes erradas, por causa do medo de expor nossos sentimentos. Mas, mesmo com tudo isso, eu prefiro salvar a minha caixinha de lembranças. Parte da minha história está contada ali dentro e de tudo sempre fica algum aprendizado, sou o que sou hoje porque passei por cada situação ali lembrada.
A minha caixinha ainda tem espaço para muitas lembranças e eu desejo sempre ter algo mais para acrescentar, desejo sempre conhecer pessoas que fiquem eternizadas em minha vida e quero viver momentos que mereçam uma foto registrada no meu cantinho especial.

E você, o que salvaria?

Um beijo doce para todos!

*A caixinha da foto não é a minha, achei essa na internet e coloquei só para ilustrar.
*O filme que citei passa quase todo na Irlanda, o lugar que mais amo! Então vale a pena ver nem que seja apenas para admirar as paisagens.
*Eu já dei a dica, adoro cartas, podem mandar! :P

domingo, 8 de agosto de 2010

1 iPad ou 100 livros?


Promoção no Skoob, pessoal!

Taí uma ótima oportunidade de ter o tão sonhado iPad ou encher sua biblioteca com 100 livros novinhos com aquele cheirinho bom. Para participar basta ser membro do Skoob. Quer mais cupons para ter mais chances de ganhar? Convide seus amigos!
O que eu escolhi?
100 livros!
Adoro tecnologia, quero ter um iPad sim, mas ganhar 100 livros de uma só vez seria um sonho. Além disso o iPad seria uma opção muito egoísta já que só eu usaria. Rechear minha biblioteca significa que muitos outros terão oportunidade de ler também, pois eu vivo emprestando meus livros queridos.
Comprar um livro, ler uma só vez e depois aposentá-lo é um crime! Deveria ter alguma lei sobre isso.

Bom domingo e feliz dia dos pais ;)
BeijO*

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Livro: Férias!

"Férias trata-se de uma autobiografia da famosa autora irlandesa Marian Keyes. A história é narrada por Rachel, uma mulher viciada em cocaína e álcool que acaba de perder o namorado e infelizmente quase perde a vida por causa do consumo de drogas. Conseqüentemente, ela começa a se destruir aos poucos. Em seguida, depois de quase morrer de uma overdose de antidepressivos, toma uma decisão séria e resolve abandonar a glamourosa cidade de Nova Iorque e volta para a casa de sua família na Irlanda do Sul. Chegando lá, interna-se numa clínica a fim de se livrar de uma vez por todas de seu vício e, aos poucos, tenta reconquistar o namorado e reconstruir a vida. Com muito bom humor, a narradora Rachel caçoa de seus próprios problemas, percebe que chegou ao fundo do poço, junta forças para tomar uma decisão e consegue dar a volta por cima. Por fim, Rachel recobra sua auto-estima e encontra a redenção pessoal justamente como ocorreu com Marian Keyes. " (Submarino)

Finalmente terminei de ler o Férias, acho que nunca demorei tanto pra ler um livro de um tema que gosto tanto. Achei o comecinho muito chato e li com aquele sentimento de obrigação, mas eu tinha esperança de que o livro melhorasse porque a Marian Keyes é tão badalada e blá blá blá. Ah, e o primeiro livro dela que li, o Melancia, é muito bom, o Férias não poderia ser assim tão diferente.
Pensei em desistir, mas um detalhe chamado Luke me fez continuar... que homem! Ele dá todo charme ao livro, como a Rachel costumava chamá-lo é de fato “Um Homem de Verdade”. Mesmo com as bebedeiras e loucuras da namorada ele estava ali, tentando ajudar, sendo cavalheiro, cuidando. E ela para retribuir se drogava cada dia mais. Não podia acontecer nada além do esperado já que ela não queria ajuda. Um belo dia, ela se drogou tanto que quase se matou, foi levada de Nova York para a Irlanda (ahhh, amo!) para se internar num centro de reabilitação, o Claustro, e é claro, perdeu o Luke.
O início mostra uma Rachel muito arrogante, se achando a dona da verdade, iludida pensando que não tinha vício algum e achando que as pessoas estavam todas contra ela. Sei que o processo de aceitação do vício é complicado, é demorado e para ela deve ter sido dolorido, mas esse lenga-lenga inicial é bem chatinho.
Quando ela passa a perceber suas burrices e dar valor ao que o Centro de Reabilitação, que ela chama de hospício, pode oferecer a história muda totalmente. Eu sou fã de Psicologia e seus afins, acredito muito que pode ajudar. E é interessante ver os viciados participando das sessões de Psicoterapia em grupo. Nós temos uma mania horrível que julgar pelas aparências (e não me venha dizer que você não tem), achamos que a pessoa bonita e bem arrumada é sempre uma exemplo de ser humano, mas que nada! Somos todos iguais mesmo. Nas sessões ela percebeu que por trás de muitas máscaras existiam vidas sofridas, destruídas pelos vícios e cheias de podres. Não devemos julgar, é difícil, porém podemos tentar. Não julgar aquele assassino cruel por mais terrível que ela seja, afinal somos iguais a ele também e não sabemos o que o levou a agir assim. Fiquei até com vontade de fazer Psicoterapia, acho que preciso também ;)
A partir daí eu passei a simpatizar mais com a Rachel. Nas sessões de grupo ela se mostrou traumatizada por vários fatos de sua infância, não que isso justifique, mas ajuda a compreender muitas de suas neuroses. Ela foi o tempo todo chamada de burra, feia, nunca se destacava e tudo isso contribuiu para que sua auto-estima praticamente não existisse.
O período de internação foi difícil e a sua volta ao “mundo exterior” foi ainda mais. Mas Rachel encontrou amigos de verdade nas reuniões dos Narcóticos Anônimos que foram fundamentais na sua recuperação. Não vou entrar em detalhes, mas posso garantir que o final é muito bom.
Se eu me arrastei para ler o início do livro posso dizer que voei para terminar, depois da metade eu praticamente comi a história de tão boa que ficou.
Ah, Luke... quero um pra mim! :P
Quem quiser saber mais vai ter que ler, não vou entrar em mais detalhes do que já entrei, rs.
Os fãs da autora consideram este o melhor dos livros dela, eu gostei mais do Melancia mesmo. Férias é um livro muito real e humano, mas por contar a história de vida da própria Marian Keyes ele pode não encantar tanto aos leitores que gostam mais de fantasia e grandes romances.

Aos que se aventurarem: Boa leitura!

Ah, eu comprei o meu nas Lojas Americanas por R$ 12,99 naquela versão pocket da BestBolso. Passei ontem na loja e vi que ainda tem. Bom e barato ;)

Um beijo e um queijo pr’ocês!
=**

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Filme: O Amor Acontece

"Burke Ryan (Aaron Eckhart) é um escritor viúvo, autor de um livro sobre como lidar com as perdas. Seu trabalho logo se torna um best seller, o que o torna uma espécie de guru da auto-ajuda. Em uma viagem a negócios para Seattle, ele conhece Eloise Chandler (Jennifer Aniston) e por ela se apaixona. Só que, ao assistir o seminário de Burke, ela percebe que na verdade ele ainda não conseguiu superar a morte da esposa."
Fonte: Adoro Cinema

O Amor Acontece está longe de ser um romance tradicional, sendo bem sincera eu fiquei um pouco deprimida depois de assistir. Não sei se foi a minha hipersensibilidade nesse fim de semana que passou, mas a história daquele homem que não tinha superado a morte da sua mulher mexeu comigo.
Além de falar sobre morte que sempre é um assunto muito delicado, o filme mostra como é difícil recomeçar a vida amorosa depois do fim de um grande amor. E no caso do Burke foi ainda pior, não foi apenas um relacionamento fracassado, foi um romance interrompido. A tentativa de superar ajudando outras pessoas é nobre, mas ele fugiu dos próprios problemas, pensou que se não estivesse em contato com coisas que lembrassem à esposa poderia esquecer.
Pobre homem...
Ele poderia estar em outro planeta, mas as maiores lembranças nós carregamos dentro de nós e disso não podemos fugir. A morte de uma pessoa querida é um tiro na alma, uma dor que não cabe em palavras. A sensação de vazio é inevitável.
Por mais que Burke achasse que tinha superado e tentasse viver, ele não se permitia viver e conhecer um novo amor.
Mas quando se espera... O amor acontece!
É engraçado ver aquele homem sem prática tentando manter uma conversa no primeiro encontro e é lindo vê-lo perceber que pode ser feliz com outra pessoa. Ah, tenho que comentar, a forma como ele abordar a Eloise é encantadora. Adoro pessoas originais! Ponto pra ele!
De uma maneira geral posso dizer que é um bom filme, apesar de não empolgar muito os detalhes fazem a história ficar interessante. Mas não assista como grandes expectativas, o grande charme é a simplicidade desse novo amor e a forma como mostra a capacidade de superação que todos temos dentro de nós.

Aos que se aventurarem: bom filme!
Um beijo e um queijo ;)

Ah! E devo dizer que o cabelo da Jennifer Aniston continua maravilhoso! E minha mãe disse que parece com o meu, haha, coisas de mãe. :P

sábado, 3 de julho de 2010

E o Hexa...

Atire a primeira pedra no Dunga aquele que nunca insistiu em algo que sabia que ia dar errado apenas por orgulho, teimosia, medo de arriscar ou simples tentativa de parecer coerente!

terça-feira, 29 de junho de 2010

Apareceu a margarida!

Hoje eu senti uma saudade aqui do meu cantinho, tive que aparecer para dar um 'oi' ao meu mundinho rosa.
Quase 5 meses que eu não posto aqui! Uau... parece muito tempo, mas para ser bem sincera eu nem notei que o tempo passou tão rápido. A vida está passando rápido demais. E o que estou fazendo? O que tem ficado de bom? É por isso que sempre dizem para aproveitarmos ao máximo os pequenos momentos de alegria... não quero chegar ao fim da vida e me arrepender por ter vivido tão pouco.
Chega de entrar em outro assunto, rs.
Além da minha estar frenética, acho que o problema maior é o meu computador lerdo, não tenho mais paciência com ele e isso me desmotiva a escrever aqui no blog. Estou juntando para comprar um novo, falta pouco \o/
Novidades?
Hmmmm... Um relacionamento fracassado, uma paixão ainda mais avassaladora por livros, uma paixão repentina por vampiros (rs) e uma vontade enorme de viver!
Não vou prometer que voltarei a postar aqui porque não sei se o meu pc novo vai rolar este mês, mas vontade não me falta e eu tenho planos para o blog que pretendo colocar logo em prática.

Aos blogs amigos que eu sigo, desculpe por ser uma leitora tão ausente, eu vou recompensar ;)

Um beijo para cada um de vocês =**
Viviane

P.S.: Amanhã vou ver Eclipse! *Pré-estreiaaaa*


segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Ausência

Meia-noite.
O relógio não tem pena de mim, me castiga com as doze badaladas certeiras. Olho em volta e me vejo sozinha na imensidão do meu mundinho, faz frio, meu corpo treme e mesmo assim eu não consigo reagir. Só consigo ficar olhando fixamente esse relógio maldito que não tem pena da minha dor.
O tempo não para.
O tempo não para.
A vida continua e eu não consigo sair do buraco que a sua ausência me jogou. Sem força, sem ânimo, sem vida. Sou um nada. Sou apenas um corpo trêmulo à espera daquele que não volta mais.
Meus olhos te buscam por toda parte deste quarto vazio. Meus olhos sabem onde te encontrar. Sua presença ainda é muito viva aqui, é uma droga para o resto de vida que há em mim. E minha mente louca te acha justamente nas páginas daquele livro velho que você deixou aqui.
Sua energia me atrai, me chama como um ímã para pegar aquele livro, para folhear aquelas páginas que ainda têm as marcas de suas doces mãos. Um simples objeto que foi seu é capaz de me fazer mover. E pego aquele pedaço seu que ficou largado no canto do que um dia foi nosso quarto.
E eu estremeço só de flutuar meus dedos sobre aquela capa antiga. É você. Posso sentir. É você. Que vontade de louca de te amar de novo. Uma simples recordação sua faz meu vazio se preencher por breves momentos de paixão, prazer, excitação e loucura.
É impossível não te sentir ao abrir este livro de páginas amareladas. O cheiro do mofo nem é notado diante do inebriante perfume das suas mãos que ele exala. Inevitavelmente fecho meus olhos e é como se eu te ouvisse narrando aquela que é sua história preferida, a que você leu para mim no nosso primeiro encontro, a que você disse ser a nossa história. Sua voz macia e rouca invade meus ouvidos e minha boca se abre à procura dos seus beijos. Minhas mãos te buscam por toda parte, meu corpo te chama, minha alma anseia você. Minha respiração fica ofegante desejando o calor do seu corpo me envolvendo, me possuindo, me fazendo sua.
Não quero mais abrir os olhos, quero ficar aqui com você pra sempre. É tão bom te sentir mesmo que num devaneio louco de saudade. Não vou abrir os olhos. Quero morrer aqui com você, com suas mãos acariciando meu rosto, com sua voz recitando aquele verso baixinho em meu ouvido.
Mas as lágrimas não me permitem continuar a ter você.
Involuntariamente meus olhos se abrem e eu me pego aqui sozinha, largada, num quarto vazio e gelado, apenas com aquele livro velho em minhas mãos, apenas com o que resta da nossa história.