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Professora de Matemática do Estado do RJ e do Município do Rio de Janeiro; tutora presencial do CEDERJ; pós-graduanda em Planejamento, Gestão e Implementação da EaD pela UFF.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Ausência

Meia-noite.
O relógio não tem pena de mim, me castiga com as doze badaladas certeiras. Olho em volta e me vejo sozinha na imensidão do meu mundinho, faz frio, meu corpo treme e mesmo assim eu não consigo reagir. Só consigo ficar olhando fixamente esse relógio maldito que não tem pena da minha dor.
O tempo não para.
O tempo não para.
A vida continua e eu não consigo sair do buraco que a sua ausência me jogou. Sem força, sem ânimo, sem vida. Sou um nada. Sou apenas um corpo trêmulo à espera daquele que não volta mais.
Meus olhos te buscam por toda parte deste quarto vazio. Meus olhos sabem onde te encontrar. Sua presença ainda é muito viva aqui, é uma droga para o resto de vida que há em mim. E minha mente louca te acha justamente nas páginas daquele livro velho que você deixou aqui.
Sua energia me atrai, me chama como um ímã para pegar aquele livro, para folhear aquelas páginas que ainda têm as marcas de suas doces mãos. Um simples objeto que foi seu é capaz de me fazer mover. E pego aquele pedaço seu que ficou largado no canto do que um dia foi nosso quarto.
E eu estremeço só de flutuar meus dedos sobre aquela capa antiga. É você. Posso sentir. É você. Que vontade de louca de te amar de novo. Uma simples recordação sua faz meu vazio se preencher por breves momentos de paixão, prazer, excitação e loucura.
É impossível não te sentir ao abrir este livro de páginas amareladas. O cheiro do mofo nem é notado diante do inebriante perfume das suas mãos que ele exala. Inevitavelmente fecho meus olhos e é como se eu te ouvisse narrando aquela que é sua história preferida, a que você leu para mim no nosso primeiro encontro, a que você disse ser a nossa história. Sua voz macia e rouca invade meus ouvidos e minha boca se abre à procura dos seus beijos. Minhas mãos te buscam por toda parte, meu corpo te chama, minha alma anseia você. Minha respiração fica ofegante desejando o calor do seu corpo me envolvendo, me possuindo, me fazendo sua.
Não quero mais abrir os olhos, quero ficar aqui com você pra sempre. É tão bom te sentir mesmo que num devaneio louco de saudade. Não vou abrir os olhos. Quero morrer aqui com você, com suas mãos acariciando meu rosto, com sua voz recitando aquele verso baixinho em meu ouvido.
Mas as lágrimas não me permitem continuar a ter você.
Involuntariamente meus olhos se abrem e eu me pego aqui sozinha, largada, num quarto vazio e gelado, apenas com aquele livro velho em minhas mãos, apenas com o que resta da nossa história.

6 comentários:

  1. Oi Vivi!
    Adoro a Martha, acho que ela teu uma visão nova de ver coisas velhas. Tô louca pra comprar o Divã e vou dar uma olhada na revista do Avon pra ver se a promoção ainda está em pé.

    ****

    Pior que um quarto gelado e sozinho é a sensação de solidão em um lugar cercado de pessoas, é como se você não existisse, não fosse relevante ou importante.

    ResponderExcluir
  2. Viviane, seja bem vinda ao blog Fatos Matemáticos. Espero que ele lhe ajude na sua carreira.

    ResponderExcluir
  3. Muito bom! Depressivo :D. Acho que é a convivência.

    ResponderExcluir
  4. Lindo....eu sei bem o que é isso! Ja senti, sinto e adoro as vezes me ver assim.

    ResponderExcluir
  5. Muito bom,e é realmente incrível como objetos nos fazem lembrar de pessoas.
    parabéns

    ResponderExcluir

Dê o seu Palpite ;-)

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Ausência

Meia-noite.
O relógio não tem pena de mim, me castiga com as doze badaladas certeiras. Olho em volta e me vejo sozinha na imensidão do meu mundinho, faz frio, meu corpo treme e mesmo assim eu não consigo reagir. Só consigo ficar olhando fixamente esse relógio maldito que não tem pena da minha dor.
O tempo não para.
O tempo não para.
A vida continua e eu não consigo sair do buraco que a sua ausência me jogou. Sem força, sem ânimo, sem vida. Sou um nada. Sou apenas um corpo trêmulo à espera daquele que não volta mais.
Meus olhos te buscam por toda parte deste quarto vazio. Meus olhos sabem onde te encontrar. Sua presença ainda é muito viva aqui, é uma droga para o resto de vida que há em mim. E minha mente louca te acha justamente nas páginas daquele livro velho que você deixou aqui.
Sua energia me atrai, me chama como um ímã para pegar aquele livro, para folhear aquelas páginas que ainda têm as marcas de suas doces mãos. Um simples objeto que foi seu é capaz de me fazer mover. E pego aquele pedaço seu que ficou largado no canto do que um dia foi nosso quarto.
E eu estremeço só de flutuar meus dedos sobre aquela capa antiga. É você. Posso sentir. É você. Que vontade de louca de te amar de novo. Uma simples recordação sua faz meu vazio se preencher por breves momentos de paixão, prazer, excitação e loucura.
É impossível não te sentir ao abrir este livro de páginas amareladas. O cheiro do mofo nem é notado diante do inebriante perfume das suas mãos que ele exala. Inevitavelmente fecho meus olhos e é como se eu te ouvisse narrando aquela que é sua história preferida, a que você leu para mim no nosso primeiro encontro, a que você disse ser a nossa história. Sua voz macia e rouca invade meus ouvidos e minha boca se abre à procura dos seus beijos. Minhas mãos te buscam por toda parte, meu corpo te chama, minha alma anseia você. Minha respiração fica ofegante desejando o calor do seu corpo me envolvendo, me possuindo, me fazendo sua.
Não quero mais abrir os olhos, quero ficar aqui com você pra sempre. É tão bom te sentir mesmo que num devaneio louco de saudade. Não vou abrir os olhos. Quero morrer aqui com você, com suas mãos acariciando meu rosto, com sua voz recitando aquele verso baixinho em meu ouvido.
Mas as lágrimas não me permitem continuar a ter você.
Involuntariamente meus olhos se abrem e eu me pego aqui sozinha, largada, num quarto vazio e gelado, apenas com aquele livro velho em minhas mãos, apenas com o que resta da nossa história.

6 comentários:

  1. Oi Vivi!
    Adoro a Martha, acho que ela teu uma visão nova de ver coisas velhas. Tô louca pra comprar o Divã e vou dar uma olhada na revista do Avon pra ver se a promoção ainda está em pé.

    ****

    Pior que um quarto gelado e sozinho é a sensação de solidão em um lugar cercado de pessoas, é como se você não existisse, não fosse relevante ou importante.

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  2. Viviane, seja bem vinda ao blog Fatos Matemáticos. Espero que ele lhe ajude na sua carreira.

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  3. Muito bom! Depressivo :D. Acho que é a convivência.

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  4. Lindo....eu sei bem o que é isso! Ja senti, sinto e adoro as vezes me ver assim.

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  5. Muito bom,e é realmente incrível como objetos nos fazem lembrar de pessoas.
    parabéns

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