
Finalmente terminei de ler o Férias, acho que nunca demorei tanto pra ler um livro de um tema que gosto tanto. Achei o comecinho muito chato e li com aquele sentimento de obrigação, mas eu tinha esperança de que o livro melhorasse porque a Marian Keyes é tão badalada e blá blá blá. Ah, e o primeiro livro dela que li, o Melancia, é muito bom, o Férias não poderia ser assim tão diferente.
Pensei em desistir, mas um detalhe chamado Luke me fez continuar... que homem! Ele dá todo charme ao livro, como a Rachel costumava chamá-lo é de fato “Um Homem de Verdade”. Mesmo com as bebedeiras e loucuras da namorada ele estava ali, tentando ajudar, sendo cavalheiro, cuidando. E ela para retribuir se drogava cada dia mais. Não podia acontecer nada além do esperado já que ela não queria ajuda. Um belo dia, ela se drogou tanto que quase se matou, foi levada de Nova York para a Irlanda (ahhh, amo!) para se internar num centro de reabilitação, o Claustro, e é claro, perdeu o Luke.
O início mostra uma Rachel muito arrogante, se achando a dona da verdade, iludida pensando que não tinha vício algum e achando que as pessoas estavam todas contra ela. Sei que o processo de aceitação do vício é complicado, é demorado e para ela deve ter sido dolorido, mas esse lenga-lenga inicial é bem chatinho.
Quando ela passa a perceber suas burrices e dar valor ao que o Centro de Reabilitação, que ela chama de hospício, pode oferecer a história muda totalmente. Eu sou fã de Psicologia e seus afins, acredito muito que pode ajudar. E é interessante ver os viciados participando das sessões de Psicoterapia em grupo. Nós temos uma mania horrível que julgar pelas aparências (e não me venha dizer que você não tem), achamos que a pessoa bonita e bem arrumada é sempre uma exemplo de ser humano, mas que nada! Somos todos iguais mesmo. Nas sessões ela percebeu que por trás de muitas máscaras existiam vidas sofridas, destruídas pelos vícios e cheias de podres. Não devemos julgar, é difícil, porém podemos tentar. Não julgar aquele assassino cruel por mais terrível que ela seja, afinal somos iguais a ele também e não sabemos o que o levou a agir assim. Fiquei até com vontade de fazer Psicoterapia, acho que preciso também ;)
A partir daí eu passei a simpatizar mais com a Rachel. Nas sessões de grupo ela se mostrou traumatizada por vários fatos de sua infância, não que isso justifique, mas ajuda a compreender muitas de suas neuroses. Ela foi o tempo todo chamada de burra, feia, nunca se destacava e tudo isso contribuiu para que sua auto-estima praticamente não existisse.
O período de internação foi difícil e a sua volta ao “mundo exterior” foi ainda mais. Mas Rachel encontrou amigos de verdade nas reuniões dos Narcóticos Anônimos que foram fundamentais na sua recuperação. Não vou entrar em detalhes, mas posso garantir que o final é muito bom.
Se eu me arrastei para ler o início do livro posso dizer que voei para terminar, depois da metade eu praticamente comi a história de tão boa que ficou.
Ah, Luke... quero um pra mim! :P
Quem quiser saber mais vai ter que ler, não vou entrar em mais detalhes do que já entrei, rs.
Os fãs da autora consideram este o melhor dos livros dela, eu gostei mais do Melancia mesmo. Férias é um livro muito real e humano, mas por contar a história de vida da própria Marian Keyes ele pode não encantar tanto aos leitores que gostam mais de fantasia e grandes romances.
Aos que se aventurarem: Boa leitura!
Ah, eu comprei o meu nas Lojas Americanas por R$ 12,99 naquela versão pocket da BestBolso. Passei ontem na loja e vi que ainda tem. Bom e barato ;)
Um beijo e um queijo pr’ocês!
=**
Pensei em desistir, mas um detalhe chamado Luke me fez continuar... que homem! Ele dá todo charme ao livro, como a Rachel costumava chamá-lo é de fato “Um Homem de Verdade”. Mesmo com as bebedeiras e loucuras da namorada ele estava ali, tentando ajudar, sendo cavalheiro, cuidando. E ela para retribuir se drogava cada dia mais. Não podia acontecer nada além do esperado já que ela não queria ajuda. Um belo dia, ela se drogou tanto que quase se matou, foi levada de Nova York para a Irlanda (ahhh, amo!) para se internar num centro de reabilitação, o Claustro, e é claro, perdeu o Luke.
O início mostra uma Rachel muito arrogante, se achando a dona da verdade, iludida pensando que não tinha vício algum e achando que as pessoas estavam todas contra ela. Sei que o processo de aceitação do vício é complicado, é demorado e para ela deve ter sido dolorido, mas esse lenga-lenga inicial é bem chatinho.
Quando ela passa a perceber suas burrices e dar valor ao que o Centro de Reabilitação, que ela chama de hospício, pode oferecer a história muda totalmente. Eu sou fã de Psicologia e seus afins, acredito muito que pode ajudar. E é interessante ver os viciados participando das sessões de Psicoterapia em grupo. Nós temos uma mania horrível que julgar pelas aparências (e não me venha dizer que você não tem), achamos que a pessoa bonita e bem arrumada é sempre uma exemplo de ser humano, mas que nada! Somos todos iguais mesmo. Nas sessões ela percebeu que por trás de muitas máscaras existiam vidas sofridas, destruídas pelos vícios e cheias de podres. Não devemos julgar, é difícil, porém podemos tentar. Não julgar aquele assassino cruel por mais terrível que ela seja, afinal somos iguais a ele também e não sabemos o que o levou a agir assim. Fiquei até com vontade de fazer Psicoterapia, acho que preciso também ;)
A partir daí eu passei a simpatizar mais com a Rachel. Nas sessões de grupo ela se mostrou traumatizada por vários fatos de sua infância, não que isso justifique, mas ajuda a compreender muitas de suas neuroses. Ela foi o tempo todo chamada de burra, feia, nunca se destacava e tudo isso contribuiu para que sua auto-estima praticamente não existisse.
O período de internação foi difícil e a sua volta ao “mundo exterior” foi ainda mais. Mas Rachel encontrou amigos de verdade nas reuniões dos Narcóticos Anônimos que foram fundamentais na sua recuperação. Não vou entrar em detalhes, mas posso garantir que o final é muito bom.
Se eu me arrastei para ler o início do livro posso dizer que voei para terminar, depois da metade eu praticamente comi a história de tão boa que ficou.
Ah, Luke... quero um pra mim! :P
Quem quiser saber mais vai ter que ler, não vou entrar em mais detalhes do que já entrei, rs.
Os fãs da autora consideram este o melhor dos livros dela, eu gostei mais do Melancia mesmo. Férias é um livro muito real e humano, mas por contar a história de vida da própria Marian Keyes ele pode não encantar tanto aos leitores que gostam mais de fantasia e grandes romances.
Aos que se aventurarem: Boa leitura!
Ah, eu comprei o meu nas Lojas Americanas por R$ 12,99 naquela versão pocket da BestBolso. Passei ontem na loja e vi que ainda tem. Bom e barato ;)
Um beijo e um queijo pr’ocês!
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