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Professora de Matemática do Estado do RJ e do Município do Rio de Janeiro; tutora presencial do CEDERJ; pós-graduanda em Planejamento, Gestão e Implementação da EaD pela UFF.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Livro: Férias!

"Férias trata-se de uma autobiografia da famosa autora irlandesa Marian Keyes. A história é narrada por Rachel, uma mulher viciada em cocaína e álcool que acaba de perder o namorado e infelizmente quase perde a vida por causa do consumo de drogas. Conseqüentemente, ela começa a se destruir aos poucos. Em seguida, depois de quase morrer de uma overdose de antidepressivos, toma uma decisão séria e resolve abandonar a glamourosa cidade de Nova Iorque e volta para a casa de sua família na Irlanda do Sul. Chegando lá, interna-se numa clínica a fim de se livrar de uma vez por todas de seu vício e, aos poucos, tenta reconquistar o namorado e reconstruir a vida. Com muito bom humor, a narradora Rachel caçoa de seus próprios problemas, percebe que chegou ao fundo do poço, junta forças para tomar uma decisão e consegue dar a volta por cima. Por fim, Rachel recobra sua auto-estima e encontra a redenção pessoal justamente como ocorreu com Marian Keyes. " (Submarino)

Finalmente terminei de ler o Férias, acho que nunca demorei tanto pra ler um livro de um tema que gosto tanto. Achei o comecinho muito chato e li com aquele sentimento de obrigação, mas eu tinha esperança de que o livro melhorasse porque a Marian Keyes é tão badalada e blá blá blá. Ah, e o primeiro livro dela que li, o Melancia, é muito bom, o Férias não poderia ser assim tão diferente.
Pensei em desistir, mas um detalhe chamado Luke me fez continuar... que homem! Ele dá todo charme ao livro, como a Rachel costumava chamá-lo é de fato “Um Homem de Verdade”. Mesmo com as bebedeiras e loucuras da namorada ele estava ali, tentando ajudar, sendo cavalheiro, cuidando. E ela para retribuir se drogava cada dia mais. Não podia acontecer nada além do esperado já que ela não queria ajuda. Um belo dia, ela se drogou tanto que quase se matou, foi levada de Nova York para a Irlanda (ahhh, amo!) para se internar num centro de reabilitação, o Claustro, e é claro, perdeu o Luke.
O início mostra uma Rachel muito arrogante, se achando a dona da verdade, iludida pensando que não tinha vício algum e achando que as pessoas estavam todas contra ela. Sei que o processo de aceitação do vício é complicado, é demorado e para ela deve ter sido dolorido, mas esse lenga-lenga inicial é bem chatinho.
Quando ela passa a perceber suas burrices e dar valor ao que o Centro de Reabilitação, que ela chama de hospício, pode oferecer a história muda totalmente. Eu sou fã de Psicologia e seus afins, acredito muito que pode ajudar. E é interessante ver os viciados participando das sessões de Psicoterapia em grupo. Nós temos uma mania horrível que julgar pelas aparências (e não me venha dizer que você não tem), achamos que a pessoa bonita e bem arrumada é sempre uma exemplo de ser humano, mas que nada! Somos todos iguais mesmo. Nas sessões ela percebeu que por trás de muitas máscaras existiam vidas sofridas, destruídas pelos vícios e cheias de podres. Não devemos julgar, é difícil, porém podemos tentar. Não julgar aquele assassino cruel por mais terrível que ela seja, afinal somos iguais a ele também e não sabemos o que o levou a agir assim. Fiquei até com vontade de fazer Psicoterapia, acho que preciso também ;)
A partir daí eu passei a simpatizar mais com a Rachel. Nas sessões de grupo ela se mostrou traumatizada por vários fatos de sua infância, não que isso justifique, mas ajuda a compreender muitas de suas neuroses. Ela foi o tempo todo chamada de burra, feia, nunca se destacava e tudo isso contribuiu para que sua auto-estima praticamente não existisse.
O período de internação foi difícil e a sua volta ao “mundo exterior” foi ainda mais. Mas Rachel encontrou amigos de verdade nas reuniões dos Narcóticos Anônimos que foram fundamentais na sua recuperação. Não vou entrar em detalhes, mas posso garantir que o final é muito bom.
Se eu me arrastei para ler o início do livro posso dizer que voei para terminar, depois da metade eu praticamente comi a história de tão boa que ficou.
Ah, Luke... quero um pra mim! :P
Quem quiser saber mais vai ter que ler, não vou entrar em mais detalhes do que já entrei, rs.
Os fãs da autora consideram este o melhor dos livros dela, eu gostei mais do Melancia mesmo. Férias é um livro muito real e humano, mas por contar a história de vida da própria Marian Keyes ele pode não encantar tanto aos leitores que gostam mais de fantasia e grandes romances.

Aos que se aventurarem: Boa leitura!

Ah, eu comprei o meu nas Lojas Americanas por R$ 12,99 naquela versão pocket da BestBolso. Passei ontem na loja e vi que ainda tem. Bom e barato ;)

Um beijo e um queijo pr’ocês!
=**

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Filme: O Amor Acontece

"Burke Ryan (Aaron Eckhart) é um escritor viúvo, autor de um livro sobre como lidar com as perdas. Seu trabalho logo se torna um best seller, o que o torna uma espécie de guru da auto-ajuda. Em uma viagem a negócios para Seattle, ele conhece Eloise Chandler (Jennifer Aniston) e por ela se apaixona. Só que, ao assistir o seminário de Burke, ela percebe que na verdade ele ainda não conseguiu superar a morte da esposa."
Fonte: Adoro Cinema

O Amor Acontece está longe de ser um romance tradicional, sendo bem sincera eu fiquei um pouco deprimida depois de assistir. Não sei se foi a minha hipersensibilidade nesse fim de semana que passou, mas a história daquele homem que não tinha superado a morte da sua mulher mexeu comigo.
Além de falar sobre morte que sempre é um assunto muito delicado, o filme mostra como é difícil recomeçar a vida amorosa depois do fim de um grande amor. E no caso do Burke foi ainda pior, não foi apenas um relacionamento fracassado, foi um romance interrompido. A tentativa de superar ajudando outras pessoas é nobre, mas ele fugiu dos próprios problemas, pensou que se não estivesse em contato com coisas que lembrassem à esposa poderia esquecer.
Pobre homem...
Ele poderia estar em outro planeta, mas as maiores lembranças nós carregamos dentro de nós e disso não podemos fugir. A morte de uma pessoa querida é um tiro na alma, uma dor que não cabe em palavras. A sensação de vazio é inevitável.
Por mais que Burke achasse que tinha superado e tentasse viver, ele não se permitia viver e conhecer um novo amor.
Mas quando se espera... O amor acontece!
É engraçado ver aquele homem sem prática tentando manter uma conversa no primeiro encontro e é lindo vê-lo perceber que pode ser feliz com outra pessoa. Ah, tenho que comentar, a forma como ele abordar a Eloise é encantadora. Adoro pessoas originais! Ponto pra ele!
De uma maneira geral posso dizer que é um bom filme, apesar de não empolgar muito os detalhes fazem a história ficar interessante. Mas não assista como grandes expectativas, o grande charme é a simplicidade desse novo amor e a forma como mostra a capacidade de superação que todos temos dentro de nós.

Aos que se aventurarem: bom filme!
Um beijo e um queijo ;)

Ah! E devo dizer que o cabelo da Jennifer Aniston continua maravilhoso! E minha mãe disse que parece com o meu, haha, coisas de mãe. :P

sábado, 3 de julho de 2010

E o Hexa...

Atire a primeira pedra no Dunga aquele que nunca insistiu em algo que sabia que ia dar errado apenas por orgulho, teimosia, medo de arriscar ou simples tentativa de parecer coerente!

terça-feira, 29 de junho de 2010

Apareceu a margarida!

Hoje eu senti uma saudade aqui do meu cantinho, tive que aparecer para dar um 'oi' ao meu mundinho rosa.
Quase 5 meses que eu não posto aqui! Uau... parece muito tempo, mas para ser bem sincera eu nem notei que o tempo passou tão rápido. A vida está passando rápido demais. E o que estou fazendo? O que tem ficado de bom? É por isso que sempre dizem para aproveitarmos ao máximo os pequenos momentos de alegria... não quero chegar ao fim da vida e me arrepender por ter vivido tão pouco.
Chega de entrar em outro assunto, rs.
Além da minha estar frenética, acho que o problema maior é o meu computador lerdo, não tenho mais paciência com ele e isso me desmotiva a escrever aqui no blog. Estou juntando para comprar um novo, falta pouco \o/
Novidades?
Hmmmm... Um relacionamento fracassado, uma paixão ainda mais avassaladora por livros, uma paixão repentina por vampiros (rs) e uma vontade enorme de viver!
Não vou prometer que voltarei a postar aqui porque não sei se o meu pc novo vai rolar este mês, mas vontade não me falta e eu tenho planos para o blog que pretendo colocar logo em prática.

Aos blogs amigos que eu sigo, desculpe por ser uma leitora tão ausente, eu vou recompensar ;)

Um beijo para cada um de vocês =**
Viviane

P.S.: Amanhã vou ver Eclipse! *Pré-estreiaaaa*


segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Ausência

Meia-noite.
O relógio não tem pena de mim, me castiga com as doze badaladas certeiras. Olho em volta e me vejo sozinha na imensidão do meu mundinho, faz frio, meu corpo treme e mesmo assim eu não consigo reagir. Só consigo ficar olhando fixamente esse relógio maldito que não tem pena da minha dor.
O tempo não para.
O tempo não para.
A vida continua e eu não consigo sair do buraco que a sua ausência me jogou. Sem força, sem ânimo, sem vida. Sou um nada. Sou apenas um corpo trêmulo à espera daquele que não volta mais.
Meus olhos te buscam por toda parte deste quarto vazio. Meus olhos sabem onde te encontrar. Sua presença ainda é muito viva aqui, é uma droga para o resto de vida que há em mim. E minha mente louca te acha justamente nas páginas daquele livro velho que você deixou aqui.
Sua energia me atrai, me chama como um ímã para pegar aquele livro, para folhear aquelas páginas que ainda têm as marcas de suas doces mãos. Um simples objeto que foi seu é capaz de me fazer mover. E pego aquele pedaço seu que ficou largado no canto do que um dia foi nosso quarto.
E eu estremeço só de flutuar meus dedos sobre aquela capa antiga. É você. Posso sentir. É você. Que vontade de louca de te amar de novo. Uma simples recordação sua faz meu vazio se preencher por breves momentos de paixão, prazer, excitação e loucura.
É impossível não te sentir ao abrir este livro de páginas amareladas. O cheiro do mofo nem é notado diante do inebriante perfume das suas mãos que ele exala. Inevitavelmente fecho meus olhos e é como se eu te ouvisse narrando aquela que é sua história preferida, a que você leu para mim no nosso primeiro encontro, a que você disse ser a nossa história. Sua voz macia e rouca invade meus ouvidos e minha boca se abre à procura dos seus beijos. Minhas mãos te buscam por toda parte, meu corpo te chama, minha alma anseia você. Minha respiração fica ofegante desejando o calor do seu corpo me envolvendo, me possuindo, me fazendo sua.
Não quero mais abrir os olhos, quero ficar aqui com você pra sempre. É tão bom te sentir mesmo que num devaneio louco de saudade. Não vou abrir os olhos. Quero morrer aqui com você, com suas mãos acariciando meu rosto, com sua voz recitando aquele verso baixinho em meu ouvido.
Mas as lágrimas não me permitem continuar a ter você.
Involuntariamente meus olhos se abrem e eu me pego aqui sozinha, largada, num quarto vazio e gelado, apenas com aquele livro velho em minhas mãos, apenas com o que resta da nossa história.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Clarice,

"Não me dêem fórmulas certas, por que eu não espero acertar sempre. Não me mostrem o que esperam de mim, por que vou seguir meu coração. Não me façam ser quem não sou. Não me convidem a ser igual, por que sinceramente sou diferente. Não sei amar pela metade. Não sei viver de mentira. Não sei voar de pés no chão. Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma para sempre."

Clarice Lispector


Eu quero a biografia "Clarice," escrita por Benjamin Moser, acho que é um livro daqueles pra se ter pra sempre, como o xodó da coleção. Sem falar que o Benjamin além de sensível é lindo. Ai, ai, rs.


"Às vezes sentava-me na rede, balançado-me com o livro aberto no colo, sem tocá-lo, em êxtase puríssimo. Não era mais uma menina com um livro: era uma mulher com o seu amante."

(Felicidade Clandestina, Clarice Lispector)

BeijO*

8035 dias de vida

8035 dias de vida... estou ficando velha!
Ok, são só 22 anos, mas o número já começa a me assustar.
Gostaria de agradecer a todos os amigos que estiveram presentes na minha comemoração, a todos que não puderam ir, mas que lembraram e ligaram, mandaram mensagem, sinal de fumaça, não importa... adorei cada demonstração de carinho que recebi. São pessoas especiais como vocês que fazem a minha vida ter mais sentido.


Quero agradecer ao meu amigo mais fofo, o Pig, por ter sido tão gentil nos últimos dias, me bajulando por causa do aniversário! Obrigada por ser essa pessoinha tão grande, mesmo num corpo tão pequeno : )
Te adoro!

Beijo, Beijo, Beijo

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Diga SIM

Há algum tempo foi lançado o filme “Sim, senhor” com Jim Carrey, só que eu não tive a curiosidade de alugar e tal. Mas o filme chegou em minhas mãos meio que por acaso e eu acabei assistindo em uma daquelas tardes em que qualquer DVD é melhor que os programas no estilo Sônia Abrão da TV.


O filme é muito bacana e a ideia central é a de um programa em que o personagem principal entra onde ele deve dizer SIM para tudo. Claro que acontecem coisas bizarras, mas em geral essas coisas levam a coisas boas para a vida dele. Ele se empolga diante das possibilidades que o SIM oferece e passa a ignorar suas próprias vontades. Aí começam os problemas...




A grande jogada do diga SIM é que passamos a arriscar mais, e claro que temos mais chances de ter uma vida mais emocionante com isso do que ficando parados esperando cair do céu. É o famoso “Quem não arrisca, não petisca”.


Já parou pra pensar em quantas boas oportunidades deixamos passar por medo, por pressa ou simplesmente pelo costume de sempre dizer NÃO? Quantas vezes nos deparamos com anúncios de bons empregos e nem nos mexemos para tentar conseguir aquela vaga? Quantas pessoas deixamos de conhecer por não aceitar convites dos nossos amigos? Quantos pessoas bacanas deixamos de conhecer melhor por ficar sempre esperando a bendita pessoa certa? Quantos micos deixamos de pagar por não topar aquela idéia louca de um amigo ainda mais doido? Momentos únicos que foram perdidos, boas oportunidades que não voltarão mais.


Não estou dizendo aqui que ‘topo qualquer parada’, aliás, esse é o grande X da questão: saber usar o SIM. Saber quando vai valer a pena encarar aquele emprego, aquela festa, aquele possível novo amor... É não deixar que o medo seja um freio na nossa vida. É se permitir viver.


E por que estou falando disso? Eu acho que, entre outros motivos, 2010 está com esse ar de ‘bom ano’ porque estou arriscando mais, vivendo mais, me preocupando menos com problemas pequenos (parafraseando a música Epitáfio). E estou beeeeem mais feliz assim. Sempre reclamei demais da monotonia da minha vida, porém vejo que o problema estava exclusivamente em mim, eu sempre tive medo de arriscar, o que me impedia de viver bons momentos.


Outra coisa que estive pensando foi naquela resposta que muitos damos: “Nem pensar”. Como assim? Temos sim que pensar, quando pensamos e colocamos na balança é que podemos decidir se algo vai ser bom ou ruim, se vai valer a pena, se vamos dizer sim ou não. Por isso vou levantar uma campanha contra o NEM PENSAR!

Por hoje é isso ;)

BeijinhO*

De cara não tão nova assim

Todos dizem que mudar faz bem. E eu não discordo disso. Porém não é sempre verdade.
Eu tentei dar uma cara nova ao blog no fim do ano passado e o que aconteceu? Perdi muita coisa, o blog perdeu a identidade, ficou largado e eu não tinha nem ânimo pra mexer nele e ajustar.
Pois de volta ao modelo tradicional de sempre eu já me sinto mais em casa. Mudei a cor porque acho que o rosa tem tudo a ver com meu momento, e também mudei a imagem aí de cima porque aquela estava mega ultrapassada.
Espero agora fazer as pazes com o bloguinho, voltar a esse mundo que eu tanto gosto, visitar os blogs amigos que também abandonei um pouco... rs.

--

E 2010?
Há muito tempo eu não tenho tanta esperança assim de que as coisas podem dar certo. 2010 chegou chegando e tenho certeza que será repleto de boas surpresas.
Trabalho novo, especialização, em paz com meu coração, mais feliz, mais loira, mais aberta às oportunidades que surgem...
Que o restante do ano seja tão bom quanto o início!

--

Saudade de estar por aqui.
Volto logo ;)

BeijinhO*

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Que saco!

Tô com raiva. Muita raiva. Morrendo de raiva.
Eu escrevi um texto GIGANTE com o título "Retrospectiva 2009" e na hora de postar minha conexão falhou.
Ok, sem pânico, pois o texto é salvo como rascunho automaticamente, certo?
ERRADO!
Eu perdi tudo que escrevi.
Ódio!!!!!!!!!

Não vou lembrar nem da metade do que escrevi antes e não tenho mais saco também. Tô com raiva.
Putz, logo hoje que me animei pra escrever aqui.
Saco.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Livro: Férias!

"Férias trata-se de uma autobiografia da famosa autora irlandesa Marian Keyes. A história é narrada por Rachel, uma mulher viciada em cocaína e álcool que acaba de perder o namorado e infelizmente quase perde a vida por causa do consumo de drogas. Conseqüentemente, ela começa a se destruir aos poucos. Em seguida, depois de quase morrer de uma overdose de antidepressivos, toma uma decisão séria e resolve abandonar a glamourosa cidade de Nova Iorque e volta para a casa de sua família na Irlanda do Sul. Chegando lá, interna-se numa clínica a fim de se livrar de uma vez por todas de seu vício e, aos poucos, tenta reconquistar o namorado e reconstruir a vida. Com muito bom humor, a narradora Rachel caçoa de seus próprios problemas, percebe que chegou ao fundo do poço, junta forças para tomar uma decisão e consegue dar a volta por cima. Por fim, Rachel recobra sua auto-estima e encontra a redenção pessoal justamente como ocorreu com Marian Keyes. " (Submarino)

Finalmente terminei de ler o Férias, acho que nunca demorei tanto pra ler um livro de um tema que gosto tanto. Achei o comecinho muito chato e li com aquele sentimento de obrigação, mas eu tinha esperança de que o livro melhorasse porque a Marian Keyes é tão badalada e blá blá blá. Ah, e o primeiro livro dela que li, o Melancia, é muito bom, o Férias não poderia ser assim tão diferente.
Pensei em desistir, mas um detalhe chamado Luke me fez continuar... que homem! Ele dá todo charme ao livro, como a Rachel costumava chamá-lo é de fato “Um Homem de Verdade”. Mesmo com as bebedeiras e loucuras da namorada ele estava ali, tentando ajudar, sendo cavalheiro, cuidando. E ela para retribuir se drogava cada dia mais. Não podia acontecer nada além do esperado já que ela não queria ajuda. Um belo dia, ela se drogou tanto que quase se matou, foi levada de Nova York para a Irlanda (ahhh, amo!) para se internar num centro de reabilitação, o Claustro, e é claro, perdeu o Luke.
O início mostra uma Rachel muito arrogante, se achando a dona da verdade, iludida pensando que não tinha vício algum e achando que as pessoas estavam todas contra ela. Sei que o processo de aceitação do vício é complicado, é demorado e para ela deve ter sido dolorido, mas esse lenga-lenga inicial é bem chatinho.
Quando ela passa a perceber suas burrices e dar valor ao que o Centro de Reabilitação, que ela chama de hospício, pode oferecer a história muda totalmente. Eu sou fã de Psicologia e seus afins, acredito muito que pode ajudar. E é interessante ver os viciados participando das sessões de Psicoterapia em grupo. Nós temos uma mania horrível que julgar pelas aparências (e não me venha dizer que você não tem), achamos que a pessoa bonita e bem arrumada é sempre uma exemplo de ser humano, mas que nada! Somos todos iguais mesmo. Nas sessões ela percebeu que por trás de muitas máscaras existiam vidas sofridas, destruídas pelos vícios e cheias de podres. Não devemos julgar, é difícil, porém podemos tentar. Não julgar aquele assassino cruel por mais terrível que ela seja, afinal somos iguais a ele também e não sabemos o que o levou a agir assim. Fiquei até com vontade de fazer Psicoterapia, acho que preciso também ;)
A partir daí eu passei a simpatizar mais com a Rachel. Nas sessões de grupo ela se mostrou traumatizada por vários fatos de sua infância, não que isso justifique, mas ajuda a compreender muitas de suas neuroses. Ela foi o tempo todo chamada de burra, feia, nunca se destacava e tudo isso contribuiu para que sua auto-estima praticamente não existisse.
O período de internação foi difícil e a sua volta ao “mundo exterior” foi ainda mais. Mas Rachel encontrou amigos de verdade nas reuniões dos Narcóticos Anônimos que foram fundamentais na sua recuperação. Não vou entrar em detalhes, mas posso garantir que o final é muito bom.
Se eu me arrastei para ler o início do livro posso dizer que voei para terminar, depois da metade eu praticamente comi a história de tão boa que ficou.
Ah, Luke... quero um pra mim! :P
Quem quiser saber mais vai ter que ler, não vou entrar em mais detalhes do que já entrei, rs.
Os fãs da autora consideram este o melhor dos livros dela, eu gostei mais do Melancia mesmo. Férias é um livro muito real e humano, mas por contar a história de vida da própria Marian Keyes ele pode não encantar tanto aos leitores que gostam mais de fantasia e grandes romances.

Aos que se aventurarem: Boa leitura!

Ah, eu comprei o meu nas Lojas Americanas por R$ 12,99 naquela versão pocket da BestBolso. Passei ontem na loja e vi que ainda tem. Bom e barato ;)

Um beijo e um queijo pr’ocês!
=**

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Filme: O Amor Acontece

"Burke Ryan (Aaron Eckhart) é um escritor viúvo, autor de um livro sobre como lidar com as perdas. Seu trabalho logo se torna um best seller, o que o torna uma espécie de guru da auto-ajuda. Em uma viagem a negócios para Seattle, ele conhece Eloise Chandler (Jennifer Aniston) e por ela se apaixona. Só que, ao assistir o seminário de Burke, ela percebe que na verdade ele ainda não conseguiu superar a morte da esposa."
Fonte: Adoro Cinema

O Amor Acontece está longe de ser um romance tradicional, sendo bem sincera eu fiquei um pouco deprimida depois de assistir. Não sei se foi a minha hipersensibilidade nesse fim de semana que passou, mas a história daquele homem que não tinha superado a morte da sua mulher mexeu comigo.
Além de falar sobre morte que sempre é um assunto muito delicado, o filme mostra como é difícil recomeçar a vida amorosa depois do fim de um grande amor. E no caso do Burke foi ainda pior, não foi apenas um relacionamento fracassado, foi um romance interrompido. A tentativa de superar ajudando outras pessoas é nobre, mas ele fugiu dos próprios problemas, pensou que se não estivesse em contato com coisas que lembrassem à esposa poderia esquecer.
Pobre homem...
Ele poderia estar em outro planeta, mas as maiores lembranças nós carregamos dentro de nós e disso não podemos fugir. A morte de uma pessoa querida é um tiro na alma, uma dor que não cabe em palavras. A sensação de vazio é inevitável.
Por mais que Burke achasse que tinha superado e tentasse viver, ele não se permitia viver e conhecer um novo amor.
Mas quando se espera... O amor acontece!
É engraçado ver aquele homem sem prática tentando manter uma conversa no primeiro encontro e é lindo vê-lo perceber que pode ser feliz com outra pessoa. Ah, tenho que comentar, a forma como ele abordar a Eloise é encantadora. Adoro pessoas originais! Ponto pra ele!
De uma maneira geral posso dizer que é um bom filme, apesar de não empolgar muito os detalhes fazem a história ficar interessante. Mas não assista como grandes expectativas, o grande charme é a simplicidade desse novo amor e a forma como mostra a capacidade de superação que todos temos dentro de nós.

Aos que se aventurarem: bom filme!
Um beijo e um queijo ;)

Ah! E devo dizer que o cabelo da Jennifer Aniston continua maravilhoso! E minha mãe disse que parece com o meu, haha, coisas de mãe. :P

sábado, 3 de julho de 2010

E o Hexa...

Atire a primeira pedra no Dunga aquele que nunca insistiu em algo que sabia que ia dar errado apenas por orgulho, teimosia, medo de arriscar ou simples tentativa de parecer coerente!

terça-feira, 29 de junho de 2010

Apareceu a margarida!

Hoje eu senti uma saudade aqui do meu cantinho, tive que aparecer para dar um 'oi' ao meu mundinho rosa.
Quase 5 meses que eu não posto aqui! Uau... parece muito tempo, mas para ser bem sincera eu nem notei que o tempo passou tão rápido. A vida está passando rápido demais. E o que estou fazendo? O que tem ficado de bom? É por isso que sempre dizem para aproveitarmos ao máximo os pequenos momentos de alegria... não quero chegar ao fim da vida e me arrepender por ter vivido tão pouco.
Chega de entrar em outro assunto, rs.
Além da minha estar frenética, acho que o problema maior é o meu computador lerdo, não tenho mais paciência com ele e isso me desmotiva a escrever aqui no blog. Estou juntando para comprar um novo, falta pouco \o/
Novidades?
Hmmmm... Um relacionamento fracassado, uma paixão ainda mais avassaladora por livros, uma paixão repentina por vampiros (rs) e uma vontade enorme de viver!
Não vou prometer que voltarei a postar aqui porque não sei se o meu pc novo vai rolar este mês, mas vontade não me falta e eu tenho planos para o blog que pretendo colocar logo em prática.

Aos blogs amigos que eu sigo, desculpe por ser uma leitora tão ausente, eu vou recompensar ;)

Um beijo para cada um de vocês =**
Viviane

P.S.: Amanhã vou ver Eclipse! *Pré-estreiaaaa*


segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Ausência

Meia-noite.
O relógio não tem pena de mim, me castiga com as doze badaladas certeiras. Olho em volta e me vejo sozinha na imensidão do meu mundinho, faz frio, meu corpo treme e mesmo assim eu não consigo reagir. Só consigo ficar olhando fixamente esse relógio maldito que não tem pena da minha dor.
O tempo não para.
O tempo não para.
A vida continua e eu não consigo sair do buraco que a sua ausência me jogou. Sem força, sem ânimo, sem vida. Sou um nada. Sou apenas um corpo trêmulo à espera daquele que não volta mais.
Meus olhos te buscam por toda parte deste quarto vazio. Meus olhos sabem onde te encontrar. Sua presença ainda é muito viva aqui, é uma droga para o resto de vida que há em mim. E minha mente louca te acha justamente nas páginas daquele livro velho que você deixou aqui.
Sua energia me atrai, me chama como um ímã para pegar aquele livro, para folhear aquelas páginas que ainda têm as marcas de suas doces mãos. Um simples objeto que foi seu é capaz de me fazer mover. E pego aquele pedaço seu que ficou largado no canto do que um dia foi nosso quarto.
E eu estremeço só de flutuar meus dedos sobre aquela capa antiga. É você. Posso sentir. É você. Que vontade de louca de te amar de novo. Uma simples recordação sua faz meu vazio se preencher por breves momentos de paixão, prazer, excitação e loucura.
É impossível não te sentir ao abrir este livro de páginas amareladas. O cheiro do mofo nem é notado diante do inebriante perfume das suas mãos que ele exala. Inevitavelmente fecho meus olhos e é como se eu te ouvisse narrando aquela que é sua história preferida, a que você leu para mim no nosso primeiro encontro, a que você disse ser a nossa história. Sua voz macia e rouca invade meus ouvidos e minha boca se abre à procura dos seus beijos. Minhas mãos te buscam por toda parte, meu corpo te chama, minha alma anseia você. Minha respiração fica ofegante desejando o calor do seu corpo me envolvendo, me possuindo, me fazendo sua.
Não quero mais abrir os olhos, quero ficar aqui com você pra sempre. É tão bom te sentir mesmo que num devaneio louco de saudade. Não vou abrir os olhos. Quero morrer aqui com você, com suas mãos acariciando meu rosto, com sua voz recitando aquele verso baixinho em meu ouvido.
Mas as lágrimas não me permitem continuar a ter você.
Involuntariamente meus olhos se abrem e eu me pego aqui sozinha, largada, num quarto vazio e gelado, apenas com aquele livro velho em minhas mãos, apenas com o que resta da nossa história.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Clarice,

"Não me dêem fórmulas certas, por que eu não espero acertar sempre. Não me mostrem o que esperam de mim, por que vou seguir meu coração. Não me façam ser quem não sou. Não me convidem a ser igual, por que sinceramente sou diferente. Não sei amar pela metade. Não sei viver de mentira. Não sei voar de pés no chão. Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma para sempre."

Clarice Lispector


Eu quero a biografia "Clarice," escrita por Benjamin Moser, acho que é um livro daqueles pra se ter pra sempre, como o xodó da coleção. Sem falar que o Benjamin além de sensível é lindo. Ai, ai, rs.


"Às vezes sentava-me na rede, balançado-me com o livro aberto no colo, sem tocá-lo, em êxtase puríssimo. Não era mais uma menina com um livro: era uma mulher com o seu amante."

(Felicidade Clandestina, Clarice Lispector)

BeijO*

8035 dias de vida

8035 dias de vida... estou ficando velha!
Ok, são só 22 anos, mas o número já começa a me assustar.
Gostaria de agradecer a todos os amigos que estiveram presentes na minha comemoração, a todos que não puderam ir, mas que lembraram e ligaram, mandaram mensagem, sinal de fumaça, não importa... adorei cada demonstração de carinho que recebi. São pessoas especiais como vocês que fazem a minha vida ter mais sentido.


Quero agradecer ao meu amigo mais fofo, o Pig, por ter sido tão gentil nos últimos dias, me bajulando por causa do aniversário! Obrigada por ser essa pessoinha tão grande, mesmo num corpo tão pequeno : )
Te adoro!

Beijo, Beijo, Beijo

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Diga SIM

Há algum tempo foi lançado o filme “Sim, senhor” com Jim Carrey, só que eu não tive a curiosidade de alugar e tal. Mas o filme chegou em minhas mãos meio que por acaso e eu acabei assistindo em uma daquelas tardes em que qualquer DVD é melhor que os programas no estilo Sônia Abrão da TV.


O filme é muito bacana e a ideia central é a de um programa em que o personagem principal entra onde ele deve dizer SIM para tudo. Claro que acontecem coisas bizarras, mas em geral essas coisas levam a coisas boas para a vida dele. Ele se empolga diante das possibilidades que o SIM oferece e passa a ignorar suas próprias vontades. Aí começam os problemas...




A grande jogada do diga SIM é que passamos a arriscar mais, e claro que temos mais chances de ter uma vida mais emocionante com isso do que ficando parados esperando cair do céu. É o famoso “Quem não arrisca, não petisca”.


Já parou pra pensar em quantas boas oportunidades deixamos passar por medo, por pressa ou simplesmente pelo costume de sempre dizer NÃO? Quantas vezes nos deparamos com anúncios de bons empregos e nem nos mexemos para tentar conseguir aquela vaga? Quantas pessoas deixamos de conhecer por não aceitar convites dos nossos amigos? Quantos pessoas bacanas deixamos de conhecer melhor por ficar sempre esperando a bendita pessoa certa? Quantos micos deixamos de pagar por não topar aquela idéia louca de um amigo ainda mais doido? Momentos únicos que foram perdidos, boas oportunidades que não voltarão mais.


Não estou dizendo aqui que ‘topo qualquer parada’, aliás, esse é o grande X da questão: saber usar o SIM. Saber quando vai valer a pena encarar aquele emprego, aquela festa, aquele possível novo amor... É não deixar que o medo seja um freio na nossa vida. É se permitir viver.


E por que estou falando disso? Eu acho que, entre outros motivos, 2010 está com esse ar de ‘bom ano’ porque estou arriscando mais, vivendo mais, me preocupando menos com problemas pequenos (parafraseando a música Epitáfio). E estou beeeeem mais feliz assim. Sempre reclamei demais da monotonia da minha vida, porém vejo que o problema estava exclusivamente em mim, eu sempre tive medo de arriscar, o que me impedia de viver bons momentos.


Outra coisa que estive pensando foi naquela resposta que muitos damos: “Nem pensar”. Como assim? Temos sim que pensar, quando pensamos e colocamos na balança é que podemos decidir se algo vai ser bom ou ruim, se vai valer a pena, se vamos dizer sim ou não. Por isso vou levantar uma campanha contra o NEM PENSAR!

Por hoje é isso ;)

BeijinhO*

De cara não tão nova assim

Todos dizem que mudar faz bem. E eu não discordo disso. Porém não é sempre verdade.
Eu tentei dar uma cara nova ao blog no fim do ano passado e o que aconteceu? Perdi muita coisa, o blog perdeu a identidade, ficou largado e eu não tinha nem ânimo pra mexer nele e ajustar.
Pois de volta ao modelo tradicional de sempre eu já me sinto mais em casa. Mudei a cor porque acho que o rosa tem tudo a ver com meu momento, e também mudei a imagem aí de cima porque aquela estava mega ultrapassada.
Espero agora fazer as pazes com o bloguinho, voltar a esse mundo que eu tanto gosto, visitar os blogs amigos que também abandonei um pouco... rs.

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E 2010?
Há muito tempo eu não tenho tanta esperança assim de que as coisas podem dar certo. 2010 chegou chegando e tenho certeza que será repleto de boas surpresas.
Trabalho novo, especialização, em paz com meu coração, mais feliz, mais loira, mais aberta às oportunidades que surgem...
Que o restante do ano seja tão bom quanto o início!

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Saudade de estar por aqui.
Volto logo ;)

BeijinhO*

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Que saco!

Tô com raiva. Muita raiva. Morrendo de raiva.
Eu escrevi um texto GIGANTE com o título "Retrospectiva 2009" e na hora de postar minha conexão falhou.
Ok, sem pânico, pois o texto é salvo como rascunho automaticamente, certo?
ERRADO!
Eu perdi tudo que escrevi.
Ódio!!!!!!!!!

Não vou lembrar nem da metade do que escrevi antes e não tenho mais saco também. Tô com raiva.
Putz, logo hoje que me animei pra escrever aqui.
Saco.